...................
.....
............. ...
Olhos no Sul, presa no Norte,
Vivo o desnorte de não ver o sol
Que faz a sombra azul saber a limão
Em dia de sede e secura
Sem o calor da luz viva
E das cores tenras da água que convida.
Solto a saudade, digo-lhe adeus,
Com o gesto leve e
O coração pesado, preso a
Um fardo que afinal não é.
E vive a alegria
De teres
O que és, e seres sem teres que
Que ter mais do que precisas
Para continuar.
Não procurar, não pedir,
Menos medir – essa é
A ambição que deve guiar
Os passos da razão e, quem
Sabe, ensinar o coração.
Perde a memória, vive a
Amnésia que faz frescos
Os dias e lhes dá cores novas
Limpa o rosto dos traços
Que a dor marcou, sorri
À esperança
De te veres sem
Laços, sem rendas ou redes
Que a tua mente tece em volta.
Entrega ao destino, não o
Teu cansaço ou até o tédio,
Mas o fôlego novo que
Cada dia te pode trazer.
...............
Casa da Luz_ 1999
.....
......................


Sem comentários:
Enviar um comentário