...UMA PEQUENA PARTIDA...
Uma pequena partida pregada
Ao tempo, que tantas partidas
Te prega a ti. E
Como te enganas! Não queres
Outra coisa, aliás…
Sempre a tal grande descoberta,
Pequena redescoberta (infelizmente
Tão repetida): a ilusão
É mesmo mais real do que
A vida; as vidas são bem mais
Inferiores e turvas.
A nitidez não a dá o quotidiano
Mas o viver sonhado,
O real construído pela capacidade
Da ilusão recriada das
Melhores ilusões que outros criaram
E tu bebeste _ também algumas viveste.
Não é um dom, um orgulho;
É uma dor apegada à nostalgia
Que teimas em visitar
_ e de cada vez que lhe bates
À porta, te recebe em vestes
Cada vez mais (ou menos?...)
Esfumadas.
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Brumas a Norte _ 1999



