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Anos-luz que durou
_ Mas sempre em eclipse.
Que pobreza! Nem o ilusório
Fugaz momento do diamante
Conseguido _ apenas sombras;
Que transformaram o tempo e espaço
Em limbo que outros não vêem
E que lhes torna os olhos cruéis
Na inexorablidade da passagem
Dos anos, contados
Em calendários rasgados.
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Brumas a Norte – II - 1999

