
...E QUE FAZER...
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E que fazer, quando os
Poros rebentam, de tão cheios
De vazio?
Para onde dirigir o ar
Expirado que o corpo rejeitou
Pois não tem onde o
Receber?
Nada se sente, tão dispersos
Os sentidos estão; nada se pensa
Quando os neurónios fervem
Em longos-circuitos que
O infinito apanha e enreda.
Teia de sensações retorcidas
No querer e rejeitar. Ódio
E anseio, desejo e repulsa,
Medo e temeridade.
Uma balança, já!
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Brumas a Norte – 1999
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