
Vivo feita ilha, com
Vista além-mar,
Mas não tenho engenho
Para erguer as pontes
Que de longe a longe
Anseio cruzar.
São fracos talentos
Ou apenas medos
Das móveis areias
Onde aquelas pontes
Vão sempre assentar?
.........
99
... “Solta os dragões de fogo que Abrigas; deixa-os voar, à tua Volta abrir asas E no espaço aliviar seu peso E teu ardor. Não acredites que são veneno, Apenas parte do teu ser atávico E selvagem que tens que reconhecer Para que a negação não Te aperte em mais dor. Ora Vê: não são répteis: têm asas E aspiram às alturas. São Como tu, com direito à Explosão, para dares a vez à Quietude.” Brumas a Norte_99

B

C

Esse brilho de estrelas
Apagadas por diáfana nuvem
De poeiras anti-enganos…
Serão, talvez, perdidas cadentes
Em rota desconhecida
Ou super-novas que, um dia,
Encandearão outros olhos
Em busca da tal luz
Que, sei, quase sempre
Fazes por esconder.
Promessas negadas ou timidez macerada
Que colas a ti próprio
Enquanto te escondes?
Essa chama retida te
Consumirá;
O medo de predadores
Matará tua vocação
De alumiar outros caminhos
Que por ti esperam
- Apenas para
Serem…
Casa da Luz_99
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