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…VIAGEM…
Que fosforesce em cintilações oblíquas
À sombra equívoca das pálpebras,
Venezianas determinadas
Em deixar entrever algo mais do
Que clareza
_ Não limpidez silenciosa,
Antes espelho invertido
De luz/sombras
Velas encorpadas pelo vento,
Estiradas em cumplicidade com asas
De aves marinhas.
Cor que aperta o coração
De tão forte reconhecimento,
Do anseio de rever o paraíso.
Sulcos de esteira de barcos
Em prados salinos
E que em coruscantes salpicos
Visitam o ar.
Arcos-iris multiplicados
Nas gotas que em “slow motion”
Aprisionam a luz de mil diamantes.
E, ao soltá-la,
Desdobram-se nos braços
Das cores pálidas que, nem assim,
A conseguem reter.
E chovem em lágrimas de
Contínua alegria de existir
_ Enquanto o barco segue
Seu curso.
Sugere: imensidão e limite,
Tanto ai quanto suspiro,
Promessa vã e incondicional
Fé.
Casa da Luz_99










